segunda-feira, 24 de maio de 2010

No Marrocos são encontrados 1,5 mil fósseis de invertebrados.



Foi publicado na revista "Nature" no dia 13 de maio de 2010 que Paleontólogos da Universidade de Yale, nos EUA, descobriram mais de 1,5 mil fósseis de animais marinhos invertebrados que viveram entre 480 e 472 milhões de anos atrás, durante o período Ordoviciano.
As descobertas, feitas no Marrocos, ajudarão a entender como funcionavam os ecossistemas nessa época, quando houve uma grande diversificação das espécies e a maioria da vida na Terra ainda era encontrada nos oceanos.
Muitos dos fósseis são completos e incluem esponjas, vermes anelídeos, moluscos e caranguejos-ferradura. Como não possuíam ossos, esses animais deixaram poucas pistas para os paleontólogos. No Marrocos, águas calmas e condições químicas favoráveis contribuíram para a preservação das criaturas

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Professores descobrem fóssil de predador gigante no RS

"Pesquisadores da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) encontraram um fóssil quase completo de um predador gigante de aproximadamente 238 milhões de anos. A descoberta ocorreu em um terreno no município de Dona Francisca, na região central do Estado do Rio Grande do Sul há cerca de trinta dias e foi apresentada nesta segunda-feira (10) pelo paleontólogo Sérgio Cabreira e pelo biólogo Lúcio Roberto da Silva.

“Este é o maior esqueleto e em melhor estado de conservação já encontrado”, afirma Cabreira.

O fóssil quase completo do tecodonte Prestosuchus chiniquensis, de aproximadamente sete metros de comprimento e 900 quilos de peso, representa um dos mais importantes achados deste grupo de répteis, que é considerado um grupo ancestral dos dinossauros e aves.

“Esse achado tem enorme importância, com repercussão internacional, porque o conjunto completo pode nos dar informações amplas sobre este animal. Há diversos achados espalhados que se julga serem partes de prestosuchus. Agora, com todos os ossos, podemos certificar que realmente são desse tecodonte”, afirma o paleontólogo.

Os pesquisadores integram um projeto em associação com o Museu de Ciências Naturais da Universidade, que tem como objetivo a constituição de um amplo acervo fossilífero e também a implementação de atividades de museologia."

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/05/10/professores-descobrem-fossil-do-maior-predador-ja-conhecido-no-rs.jhtm

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A multicelularidade e a transição de Ediacara a Burgess

As primeiras células eucarióticas no resgistro fóssil data-se de 1,4 milhões de anos. No entanto, os organismos multicelulares só apareceram antes da explosão cambriana, há cerca de 570 milhões de anos, sendo os primeiros membros da fauna Ediacara.
Em vem de um gradual rumo a uma crescente complexidade taxonômica, as poucas dezenas de milhões de anos entre Ediacara e Burgess testemunham três faunas variadas e radicalmente diferentes - as criaturas de Ediacara, grandes, achatadas e de corpo mole, os pequenos animais esqueléticos tommotianos, coberto de músculos, escamas e plaquetas, e a diversificada e estranha fauna Burgess,os fósseis de Burgess são preciosos por que preservaram com primorosos detalhes partes moles do organismo.


Fig. 1 – Classificação de Seilacher para os organismos de Ediacara, de acordo com suas variações em torno de um único plano anatômico achatado e semelhante a um acolchoado. Estes Organismos são, tradicionalmente, colocados em diversos filos modernos.

Fig 2. – Organismos de afinidade desconhecida representativos da “pequena fauna conchosa” do Cambriano (Rozanov, 1986). A) Tommotia. B) Hyolithellus. C) Lenargyrion

Fig. 3 – Ilustração mostrando algumas das fotografias de organismos de Burgess que aparecem na monografia, publicada por Walcott em 1912, sobre os artrópodes. As fotografias foram bastante retocadas. Canadaspis está no alto, à esquerda; Leanchoilia aparece embaixo.

Fig. 4 – A melhor fotografia sem retoques jamais tirada de um organismo de Burgess Shale. Des Collins tirou esta foto de Naraoia, preservado em vista lateral. Este espécime não veio da pedreira de Walcott e sim de uma das várias outras localidades com mesma área. Os espécimes da pedreira de Walcott não permitem uma fotografia assim tão boa.

Fig. 6 – Reconstituição da fauna de Burgess Shale feita por Charles R. Knight em 1940, a qual provavelmente serviu de modelo para suas ilustrações de 1942. Todos os animais foram desenhados como membros de grupos modernos. Acima de Sidneyia, o maior animai do cenário, Waptia é reconstituído como um camarão. Duas partes que na verdade pertencem ao estranho Anomalocaris são representadas respectivamente como uma medusa comum (no alto, à esquerda do centro) e como a extremidade posterior de um artrópode bivalve (a criatura grande, à direita do centro, nadando acima de dois trilobitos).

Fig. 7 -Uma moderna reconstituição da fauna de Burgess, ilustrando um artigo de Briggs e Whittington sobre o gênero Anomalocaris. Ao contrário do desenho de Charles Knight, este apresenta organismos bizarros. Sidneyia foi transferido para o canto inferior direito e o cenário é dominado por dois espécimes do grande Anomalocaris. Três Aysheaia, comem esponjas ao longo da borda inferior, à esquerda de Sidneyia. Um Opabinia rasteja pelo fundo, logo à esquerda de Aysheaia, e dois Wiwaxia alimentam-se no fundo do mar, abaixo do Anomalocaris em posição mais elevada.

Fig. 9 – Uma reconstrução recente da fauna de Burgess Shale (Conway Morris e Whittington, 1985), mostrando a nova interpretação de Anomalocaris (24), e o grande tamanho desta criatura em relação às outras. Observe os esxtranhos Opabinia (8), Dinomischus (9) e Wiwaxia (23); e os artrópodes Aysheaia (5), Leanchoilia (6), Yohoia (11), Canadaspis (12), Marrella (15 e Burgessia (19).
Figuras retiradas do site: http://www.icb.ufmg.br/lbem/aulas/grad/evol/especies/preposcambriano.html

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Objetivos e Aplicações da Paleontologia

A disciplina de Paleontologia tem como objetivos principais: Proporcionar o conhecimento da evolução biológica dos seres vivos através do tempo, com base no estudo, análise e interpretação dos fósseis; Estimar a datação relativa das “formações geológicas” pela ocorrência de diversos grupos de animais e plantas fósseis; Aplicar os conhecimentos adquiridos em reconstituições paleoambientais.
Aplicações da Paleontologia: Aplicação prática mais conhecida no campo da estratigrafia - reconhecimento de camadas sedimentares contemporâneas e a sucessão delas;
Paleocologia - Reconhecimento dos ambientes de deposição das camadas;
Geologia Estrutural - Reconhecimento de fatos tectônicos;
Paleogeografia - Reconhecimento de mares e continentes de épocas pretéritas, dando subsídios à teoria tectônica de placas, etc;

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Noticia publicada em 29/03/2010 na revista Ciência Hoje.

Osso do dinossauro e localização da «Dinosaur Cove»
Foram encontrados pela primeira vez registos de tiranossaurídeos no Hemisfério Sul. No estudo que juntou equipas inglesas e australianas, foi identificado um osso de anca encontrado na chamada Dinosaur Cove (sítio com inúmeros fósseis de dinossauros, em Vitória, sul da Austrália) como sendo de um antepassado do Tyrannosaurus rex.
Bem mais pequeno do que o seu parente do norte, mas com a mesmo fisionomia, este animal, a que os cientistas chamaram NMV P186046, pesava 80 quilogramas e media três metros de comprimento. O estudo está agora publicado na «Science».
Investigadores da Universidade de Cambridge, do Museu de História Natural de Londres, da Universidade Monash e do Museu Vitoria (Austrália) revelam que este dinossauro habitou o planeta entre 146 e 100 milhões de anos (no Cretácio Inferior), 40 milhões de anos antes do aparecimento do Tyrannosaurus rex.
A diferença entre os dois reside no tamanho. O osso da anca encontrado, a púbis, tem 30 centímetros de comprimento e os cientistas não têm nenhuma dúvida de que pertence a um tiranossauros (embora tenha também características de raptorex), que mediria uns três metros. O Tiranossauro Rex media 12 metros e pesava quatro toneladas. No entanto, as características são as mesmas: braços curtos e uma mandíbula forte.
Os dinossauros povoaram o planeta, no tempo da Pangeia, o supercontinente que se dividiu nos vários continentes que hoje conhecemos. Este NMV P186046 pertence à etapa intermédia da divisão. A América do Sul, a Antárctica a África e a Austrália já se encontravam separados das terras do norte. Os cientistas acreditam que será possível encontrar vestígios deste tipo de dinossauro nestes continentes.

Paleontologia: Fosseis mostram como era a vida na Terra.


A paleontologia é a ciência que estuda os organismos que povoaram a Terra ao longo do tempo e cujo os restos e marcas de suas atividades se encontram preservadas nos sedimentos. A paleontologia é de suma importância para a Biologia pois mostra a evolução dos seres vivos e também na reconstituição da historia da Terra.